
O desenho para a disputa ao governo de Minas Gerais está se aproximando de sua formatação final diante dos prazos que a lei eleitoral impõe. Dentre os postulantes, há aqueles que realmente têm capacidade de liderar o estado e prestar um bom serviço à população. Por outro lado, existe também quem faz apenas barulho com postagens desconexas na internet, com objetivos totalmente distorcidos da real responsabilidade que o comando do Palácio Tiradentes exige.
Afinal, em se tratando de poderes, o cargo de legislador é muito mais confortável em relação ao de chefe do Executivo, que precisa dar respostas imediatas às demandas da sociedade. Nesse sentido, construir críticas é uma tarefa tranquila, principalmente quando não cabe diretamente a si ou ao seu grupo político a execução de ações de infraestrutura e desenvolvimento.
Diante disso, é de praxe que membros do Poder Legislativo que não são da base governista apresentem, como num passe de mágica, soluções para os problemas sociais. Contudo, esses mesmos atores muitas vezes não são capazes de estar à frente da máquina pública para implementar ideias sólidas em favor do bem-estar coletivo.
Isso ocorre porque eles mostram-se muito didáticos apenas quando sabem que não são eles ou seus aliados que estão no comando. Na realidade, essas fórmulas milagrosas servem apenas para gerar engajamento nas redes sociais, garantindo a permanência no poder e o fortalecimento de seus parceiros. Como resultado, a capacidade real de resolução dessas figuras está bem aquém das reais necessidades do povo.
Desse modo, cria-se muita fantasia e, para quem não conhece o funcionamento técnico de um governo, esses artifícios surgem falsamente como a salvação. Portanto, a informação que chega ao alcance da população nem sempre reflete a verdade, sendo moldada pelas artimanhas construídas minuciosamente dentro do meio político.