
O desaparecimento de Darlene Gonçalves, de 28 anos, moradora de Peçanha, no Vale do Rio Doce, ganhou um novo e importante desdobramento nesta terça-feira (4). A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que, com o avanço das investigações, o caso passou a ser tratado como feminicídio consumado, além dos crimes de ocultação de cadáver e fraude processual.
Durante coletiva de imprensa, a Polícia Civil informou que o inquérito foi instaurado após o registro do desaparecimento da mulher. Ao longo das investigações, segundo a corporação, foram reunidos elementos que levaram os investigadores à conclusão de que o caso não se tratava apenas de um desaparecimento, mas de um possível homicídio qualificado por razões da condição do sexo feminino.
De acordo com a Polícia Civil, entre os elementos reunidos estão depoimentos, análises telemáticas e outras diligências investigativas. Conforme a corporação, o ex-marido de Darlene, um homem de 41 anos, passou a ser investigado por suposto envolvimento no caso. A investigação aponta que ele foi visto na região onde a motocicleta da vítima foi encontrada no dia em que ela desapareceu e que outras informações obtidas durante o inquérito apresentaram contradições em sua versão dos fatos.
Com base nos elementos colhidos durante a investigação, a autoridade policial representou pela prisão temporária do investigado. O pedido foi deferido pela Justiça e cumprido nesta terça-feira (04/08). A prisão tem caráter cautelar e integra o andamento das investigações. O caso seguirá sendo analisado pelas autoridades competentes, sendo assegurados ao investigado o direito ao contraditório e à ampla defesa durante o processo.
Enquanto isso, as buscas por Darlene continuam. A operação mobiliza investigadores da Polícia Civil e equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, incluindo o canil especializado em busca de restos mortais, além da utilização de drones e outros recursos empregados em áreas de mata.
Até a publicação desta reportagem, o corpo da vítima ainda não havia sido localizado.
A Polícia Civil reforça o pedido de colaboração da população. Informações que possam contribuir para o andamento das investigações ou para a localização do corpo podem ser repassadas diretamente à Delegacia de Polícia Civil de Peçanha pelo telefone e WhatsApp (33) 3411-1400. O sigilo das informações é garantido.
As investigações prosseguem, e a Polícia Civil informou que continua empenhada na conclusão do inquérito policial para o completo esclarecimento dos fatos e encaminhamento do caso ao Poder Judiciário.
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