
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), regional Uberaba, deflagrou na manhã desta quinta-feira, 18 de agosto, a 2ª fase da operação Oikos, que busca combater organização criminosa especializada no cometimento de roubos a residências mediante violência e ameaças mediante utilização de armas de fogo. Cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara Criminal de Uberaba, estão sendo cumpridos.
Os trabalhos estão sendo realizados em conjunto com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), com apoio do 4º e 67º batalhões e com a Polícia Penal de Minas Gerais.

De acordo com o Gaeco, no cumprimento dos mandados de busca e apreensão verificou-se que um dos alvos da operação possui mandado de prisão em aberto. Ele foragiu do local e a PMMG inciou os trabalhos para tentar capturá-lo.
A 2ª fase da Oikos é um desdobramento de uma operação deflagrada em maio pelo Gaeco. Na oportunidade, foram presos integrantes da organização especializada no cometimento de roubos a residências.
Os trabalhos do Gaeco sobre os indícios e provas coletadas na primeira fase, permitiram identificação de outros integrantes da organização e demonstraram intensa frequência no cometimento desses roubos, vitimando além de residências, também pontos comerciais.
Conforme as investigações, foram identificados quatro indivíduos, os quais realizavam aluguéis de armas especificamente para a prática delitiva, bem como realizavam estudos prévios de suas vítimas, realizando planejamento elaborado e organizado de cada ação.
Participaram da operação promotores de Justiça, policiais militares e penais, agentes do Gaeco e servidores do MPMG.
A palavra grega Oikos se refere a três conceitos relacionados na sociedade grega antiga: a família, a propriedade da família e a casa. Era a unidade básica da maioria das cidades (cidades-estados) da Grécia. A Oikos não incluía somente a família natural, mas todos que contribuíam para seu bem-estar.
No caso em pauta, de acordo com o Gaeco, os alvos da operação violaram a família composta pelas vítimas (feitas reféns e ameaçadas), sua propriedade (roubada) e sua casa (invadida). Todavia, a Justiça se sensibilizou, reagiu, e, em parte, devolveu o bem-estar à família ofendida, passando, em certa medida, a também fazer parte dela.