
Em um jogo com muitas polêmicas, o Cruzeiro empatou por 1 a 1 com o Operário, nesta quinta-feira, na Arena do Jacaré, pela 24ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O time celeste chegou a marcar o gol da vitória aos 52 minutos do segundo tempo com Marcelo Moreno, mas o VAR, que já tinha interferido na etapa inicial no pênalti para a equipe paranaense, alertou o árbitro para um toque de mão de Marco Antonio antes do passe para o boliviano e o gol foi anulado após a revisão.
Após o gol, o jogo ficou paralisado por 13 minutos até a definição pela anulação. A confusão começou logo após Marcelo Moreno balançar as redes. Jogadores e membros da comissão técnica dos dois times saíram de suas posições e iniciaram um bate-boca generalizado no gramado.
O técnico Vanderlei Luxemburgo foi expulso pelo árbitro Rodrigo Dalonso Ferreira, assim como um membro da comissão do Operário. No meio da confusão, o treinador celeste se recusava a sair de campo. Após muita insistência e interferência da Polícia Militar, o comandante da Raposa foi para os vestiários.
Depois da anulação do gol, outra polêmica. O árbitro, que havia dado sete minutos de acréscimo – gol saiu aos 52 –, nem deixou a partida ser reiniciada e apitou o fim do duelo, o que gerou mais revolta dos jogadores e membros da comissão técnica do Cruzeiro que partiram pra cima de Rodrigo Dalonso. Minutos depois, a situação foi contornada e todos deixaram o campo.
Gol do Cruzeiro e pênalti polêmico para Operário
Claudinho abriu o placar para o Cruzeiro aos 16 minutos do primeiro tempo. Aproveitando uma bobeada do lateral-esquerdo Fabiano, que errou duas vezes ao tentar recuar a bola de cabeça para o goleiro, o meia celeste foi premiado pela insistência na jogada, ficou com a redonda na área e estufou as redes.
Após marcar o gol, o Cruzeiro diminuiu o ritmo. Aos 33 minutos, o time celeste viu o VAR interferir na partida ao alertar o árbitro de campo sobre uma falta de Eduardo Brock em Djalma Silva dentro da área da Raposa – chute no atacante do Operário na disputa de bola pelo alto. Rodrigo Dalonso foi ao monitor e confirmou o pênalti. Paulo Sérgio foi para a cobrança e empatou o jogo aos 37 da etapa inicial.
Pressão do Cruzeiro
Na etapa final, o Cruzeiro pressionou muito em busca do gol da vitória. Ainda revoltados com a marcação do pênalti para o Operário, alguns torcedores cruzeirenses perderam a paciência com a arbitragem e jogaram objetos no gramado.
Luxemburgo mandou o time pra frente empilhando atacantes: Felipe Augusto, Thiago e Rafael Sobis entraram na partida. A Raposa aumentou a blitz e quase marcou em uma cabeçada de Marcelo Moreno que o goleiro Simão foi buscar no cantinho. No rebote, o boliviano chutou, mas o camisa 1 do Operário operou um milagre ao salvar com os pés.
Situação do Cruzeiro na tabela
Com o resultado, o Cruzeiro subiu para a 12ª posição, com 30 pontos, mas 11 atrás do CRB, o último integrante do G4, com 41. Já o Operário segue em nono lugar, com 34 pontos.
A equipe celeste volta a campo no próximo domingo (19), às 16h, para enfrentar o Vasco, em São Januário, pela 25ª rodada da Série B. Na quarta-feira (22), às 21h30, o Operário recebe a Ponte Preta, no estádio Germano Krüger.