
Moradores da rua Antônio Dias, no bairro Poção em Santa Maria de Itabira, ficaram preocupados em razão das chuvas que caíram na madrugada da terça-feira (19/10) na região. Nesta mesma rua, em 21/02, cinco pessoas morreram soterradas em razão de desmoronamento de terra e desabamento de residências após chuvas intensas.
Na época do ocorrido, os moradores da rua Antônio Dias tiveram que deixar suas casas e se refugiar em casas de parentes, amigos ou no abrigo municipal improvisado pela Prefeitura para amparar famílias desabrigadas. Algumas famílias foram amparadas pelo benefício do Aluguel Social.
Através de uma ordem judicial, famílias que estavam no abrigo municipal provisório, foram obrigadas a retornarem para suas residências.
Oito meses após a tragédia que deixou o total de 06 mortos e um rastro de destruição em várias partes do município, moradores temem nova tragédia e ficam atentos ao volume de chuva e suas possíveis consequências.
Veja vídeos enviados por uma moradora da rua Antônio Dias, que teve que sair de sua casa.
Em matéria divulgada no Jornal o Tempo a "prefeitura garante que não há risco".
Veja abaixo trecho da matéria do "Jornal o Tempo".
"A prefeitura garante que não há risco e informou que 70 famílias continuam a receber os R$ 400, mas manter a ajuda está cada vez mais difícil. “Grande parte dos sinistros que ocorreram ficou nas costas do município. Hoje, o nosso maior gasto, que é fixo, da ordem de R$ 30 mil por mês, é nesse programa (de aluguel), e essas pessoas vão se manter na tutela da prefeitura até segunda ordem”, disse o chefe de gabinete do município, Eduardo Martins
Esquecida, Santa Maria de Itabira pede ajuda
O desafio da Prefeitura de Santa Maria de Itabira tem sido resolver, sem recursos, os estragos da chuva. Para se ter uma ideia, a estimativa do poder público é que sejam necessários R$ 20 milhões para deixar tudo como estava, sendo que o Orçamento anual da cidade não passa de R$ 30 milhões.
Segundo o prefeito Reinaldo das Dores (PSD), o município está em situação de abandono pelas autoridades.
“No dia que aconteceu a tragédia, o que a gente mais via era assessor e político rodando por aqui. Até o governador Zema veio conferir o estrago. Mas agora, que passou o calor, não tem ninguém para ajudar. É sempre muita burocracia e pouca boa vontade”, diz o prefeito.
Ainda em fevereiro, a prefeitura apresentou à Defesa Civil um pedido emergencial de R$ 5,1 milhões para recuperar os estragos. Mas só R$ 1,3 milhão foram liberados dois meses depois."
CHUVAS EM SANTA MARIA DE ITABIRA
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