
Dez cidades do Sul de MG receberão o arrastão da Solidariedade neste domingo (12) com o objetivo de arrecadar alimentos não perecíveis. A ação faz parte da Campanha Natal sem Fome. O arrastão acontece nos municípios de Alfenas, Areado, Cabo Verde, Campestre, Guaxupé, Inconfidentes, Machado, Muzambinho, Paraguaçu e Poços de Caldas.
A ação acontece a partir das 8h. Segundo a organização, mais de 10 mil famílias da região devem receber a ajuda. De acordo com o coordenador do Comitê da Ação de Cidadania do Sul de Minas, Eduardo Tardiole, a campanha começou a expandir em 2020.
“Quando a gente consegue mobilizar a sociedade dá pra ajudar muita gente. A gente faz essa campanha aqui na cidade de Machado desde 2017 e a partir de 2020 a gente vem expandindo pra várias cidades da região E entre as diversas ações que nós realizamos para arrecadar alimentos, o Arrastão da Solidariedade é o grande momento do nosso trabalho. É aonde voluntários de mais de dez cidades vão percorrer as ruas e avenidas para poder pedir um quilo de alimento”, disse o coordenador.
“A população pode separar um alimento não perecível, não precisa ser apenas um quilo, pode ser mais, e na hora que a solidariedade bater na sua porta, retribua”, completou o coordenador.

Quem não estiver em casa ou não conseguir realizar a doação neste domingo por algum motivo, ainda terá a chance de contribuir. Há pontos de arrecadação em vários locais da cidade.
“Nós temos, dentro da ação da cidadania, os pontos de arrecadação. Em várias cidades, nos principais comércios, espaços públicos, nós deixamos a nossa caixa da arrecadação, que é uma caixa vermelha, identificada pela logomarca da ação da cidadania. Nessas caixas, as pessoas podem deixar a sua doação de alimentos, que depois vão se tornar cestas básicas para chegar às famílias mais carentes da região”, explicou.
“O problema da insegurança alimentar já era crescente desde 2017 e nós temos hoje uma situação mais preocupante ainda, porque a pandemia incluiu nas estatísticas de pessoas em situação de insegurança alimentar, aproximadamente 30% da nossa população regional. As cidades do Sul de Minas, assim como o Brasil todo, têm sofrido com o problema da fonte. Aí, mais importante que nunca, é essa mobilização social para dar conta dessa demanda crescente”, encerrou Eduardo Tardiole.