
O Jovem, Marcos Tulio Silva, de 24 anos, foi morto a tiros na madrugada desta quinta-feira (16), em Timóteo. O crime aconteceu no bairro Recanto Verde e o principal suspeito é um sargento da Polícia Militar.
De acordo com a PM, o proprietário de um bar contou que estava bebendo com Marcos Tulio Silva no estabelecimento, quando a vítima saiu sozinha. Pouco tempo depois, ele ouviu o barulho de três tiros. Ao verificar do que se tratava, encontrou a vítima caída no passeio e sem ninguém por perto.
Quando os militares chegaram, o jovem já havia sido socorrido ao Hospital Municipal Vital Brazil. No local, a PM encontrou um cartucho de munição calibre .40. A médica responsável pelo atendimento constatou cinco perfurações no corpo da vítima, sendo duas de entrada e saída e uma apenas de entrada.
Ainda com vida, Marcos Tulio disse aos policiais que não sabia quem havia cometido o crime. A mãe e o irmão dele, que também estavam no hospital, informaram que a vítima era usuária de drogas há cerca de dois anos e que não sabiam de nenhuma desavença.
Disseram ainda que o suspeito do crime seria um sargento da Polícia Militar que atua na 85ª Companhia de Timóteo. Segundo eles, o policial foi visto dentro de um automóvel que parou em frente ao bar e, após abaixar o vidro, efetuou três disparos contra a vítima e fugiu. Logo depois, ele teria voltado ao local no mesmo veículo para conferir se a vítima já estaria morta.
Diante das informações, a PM foi à casa do militar que não estava no imóvel. No quartel, a polícia verificou que ele usava uma arma de calibre .40, além de um carregador contendo 12 cartuchos do mesmo calibre, todos pertencentes à PM.
Durante os trabalhos, o advogado de defesa do militar compareceu à 85ª Cia e indicou uma testemunha que teria presenciado o autor e a vítima discutindo em um outro bar e, posteriormente, deslocado para o local do crime.
Ainda segundo a testemunha, em um dado momento da discussão, a vítima teria levado a mão à cintura, fazendo menção de estar armado. Com isso, o autor teria efetuado os disparos para se defender.
Até a publicação desta reportagem, o policial militar ainda não havia sido encontrado.