
Jéssica Daiane de Barros, de 33 anos, foi vítima de feminicídio na noite de terça-feira, 11/08, no bairro Vale da Esperança, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O suspeito, um homem de 38 anos, foi preso pela Polícia Militar após tentar se esconder dentro de uma igreja evangélica durante a fuga.
Segundo informações da Polícia Militar, Jéssica foi atingida por disparos de arma de fogo. Moradores acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), e ela chegou a ser socorrida ainda com vida, em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos. O óbito foi confirmado posteriormente em uma unidade hospitalar.
Uma gravação feita por um morador da região no momento da ocorrência registrou o som dos disparos. É possível ouvir uma sequência de tiros, que provocou apreensão entre moradores que estavam nas proximidades.
De acordo com o tenente Bruno, da Polícia Militar, durante o deslocamento de uma equipe para o endereço, uma informante relatou por telefone o momento em que os disparos foram efetuados.
Ainda conforme o relato do militar, após os tiros, o homem fugiu e, durante a perseguição, teria efetuado disparos contra uma equipe da Polícia Militar. Uma viatura foi atingida, mas nenhum policial ficou ferido.
Durante a fuga, o homem teria passado por um lote vago e entrado em imóveis da região. A Polícia Militar acionou o helicóptero Pegasus para auxiliar nas buscas.
Segundo o tenente Bruno, os militares realizaram um cerco e, posteriormente, verificaram uma igreja evangélica localizada nas proximidades. O suspeito foi encontrado dentro do templo, onde, segundo a corporação, teria entrado para se esconder.
Ele foi preso no local. A arma que teria sido utilizada na ocorrência também foi localizada durante as diligências.
Segundo o tenente Bruno, o homem confessou os disparos contra a ex-companheira, mas a motivação ainda não havia sido esclarecida.
A Polícia Civil de Minas Gerais ficará responsável pela investigação do feminicídio, incluindo a dinâmica dos fatos, a motivação e as demais circunstâncias da ocorrência.
O suspeito permanece à disposição da Justiça. As informações sobre sua participação no crime são baseadas nos dados repassados pelas autoridades e serão submetidas à apuração no curso da investigação, respeitando-se o princípio da presunção de inocência.
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