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Luto LUTO NA MÚSICA

Morre o Cantor Agnaldo Timóteo no Rio de Covid aos 84 anos

.Cantor estava internado desde o dia 17 de março.

03/04/2021 14h25 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Fonte: Diego Jorge
Morre o Cantor Agnaldo Timóteo no Rio de Covid aos 84 anos

O cantor Agnaldo Timóteo não resistiu às complicações decorrentes da Covid-19 e morreu neste sábado (3) no Rio. Ele tinha 84 anos.

Agnaldo estava internado desde o dia 17 de março na UTI do Hospital Casa São Bernardo, na Zona Oeste do Rio.

No último dia 27, Agnaldo precisou ser intubado para "ser tratado de forma mais segura" contra a doença.

"É com imenso pesar que comunicamos o FALECIMENTO do nosso querido e amado Agnaldo Timóteo. Agnaldo Timóteo não resistiu as complicações decorrentes do COVID-19 e faleceu hoje às 10:45 horas. Temos a convicção que Timóteo deu o seu Melhor para vencer essa batalha e a venceu! Agnaldo Timóteo viverá eternamente em nossos corações! A família agradece todo o apoio e profissionalismo da Rede Hospital Casa São Bernardo nessa batalha", disse a família, em nota.

Em 2020, o artista compôs e gravou  a música "Deus Cuida de Nós (A Epidemia)" e divulgou na internet. A canção é um clamor a Deus que relata a situação em que o mundo vive em razão da pandemia do coronavírus. (VEJA VÍDEO)

TRAJETÓRIA COMO MÚSICO

Década de 1950

Aos dezesseis de idade, saiu de Caratinga e foi para Governador Valadares, no mesmo estado, e iniciou seu trabalho como torneiro mecânico, fabricando peças para veículos que eram usados nas construções de estradas e rodovia. Lá trabalhou na oficina de italianos “Lambertucci Retifica”, no Bairro Prado, que era vizinha de uma casa onde se ouvia muita música. Agnaldo largava o trabalho para ouvir "Adeus, Querido", sucesso da cantora Angela Maria.

Os anos cinquenta foram marcados pelas viagens em busca de oportunidades para gravar e cantar. Mudou-se para Belo Horizonte, onde não obteve muito êxito, embora fosse reconhecido pelas rádios da cidade como o "Cauby mineiro", destacando-se pelo seu vozeirão potente e pelas interpretações que fazia do seu ídolo. Era chamado para "defender" as canções do niteroiense e até se fazer passar por ele, pois o mesmo viajava muito e não podia comparecer a todos os convites e compromissos, ele era chamado para imitá-lo nas rádios.

Com a ajuda de Aldair Pinto cantou nas rádios Inconfidência, Itatiaia, Mineira e Guarani. Teve a oportunidade de conhecer Angela Maria em um show que ela realizou em Belo Horizonte e ela deu-lhe o conselho para ir para o Rio de Janeiro, onde, provavelmente, teria mais chances e oportunidades.

Década de 1960

Programas de Rádio

No Rio de Janeiro, passou por hospedarias e casas de parentes, passando pelo Lins de Vasconcelos, onde conheceu o cantor Roberto Carlos, que na época havia buscado a capital pelo sonho de virar cantor. Agnaldo revelou em um programa de televisão que ele costumava ir junto do futuro fenômeno da Jovem Guarda a pé do Lins à Cinelândia para as Rádios Nacional e Mayrinck Veiga em busca de oportunidades, pois não tinham dinheiro sequer para pagar o bonde.

Neste período, não encontrando as oportunidades que buscava, pediu trabalho para Angela Maria, que tinha um automóvel e não sabia dirigir. Em 1961, indicado pela sua patroa, aconteceu sua estreia em disco: um 78 rotações com “Sábado no Morro” e “Cruel Solidão”, para o selo Caravelle, onde gravou também no ano seguinte a marcha “Na Base do Amendoim”. Nada aconteceu.

Em 1963, pela Philips, gravou o compacto duplo “Tortura de Amor” de Waldick Soriano, um trabalho mais bem elaborado e fiel ao seu estilo romântico. A gravadora, no entanto, não acreditou no sucesso e as 180 cópias foram vendidas de mão em mão pelo próprio artista.

Rio Hit Parade - 1965

O programa realizado por Jair de Taumaturgo na TV Rio, teve Agnaldo Timóteo como o "defensor" da balada "The house of the rising sun", sucesso do grupo britânico The Animals. Agnaldo ganhou todos os prêmios do programa e arrebatou o público jovem, sendo contratado, imediatamente, pela EMI-Odeon, onde teve a oportunidade de gravar seus primeiros discos.

O LP "Surge um Astro", um disco de versões de sucessos internacionais lançado naquele ano, foi sucesso de vendas do mercado fonográfico daquele ano. Emplacou sucessos como "A Casa de Irene" (A Casa D'Irene), "A Casa do Sol Nascente" (The House Of The Rising Sun), "É Tão Triste Veneza" (Que C'est Triste Venise), mas o hit ficou como "Mamãe" (La Mamma). O cantor participou de muitos programas da juventude, principalmente o Jovem Guarda, embora fosse mais velho que a média dos outros participantes.

Em 1966, lançou "O Astro do Sucesso", que seguia o mesmo roteiro de sucesso do primeiro, era composto por versões de sucessos internacionais que estavam fazendo sucesso. As músicas de maior destaque foram "Último Telefonema" (L'ultima Telefonata), "Não Te Amo Mais" (Je Ne T'Aime Plus) e "Aline", estas últimas sucesso do jovem francês Christophe.

Meu Grito - 1967

Em 1967 lançou o álbum "Obrigado Querida", emplacando como Hit daquele ano a canção "Meu Grito" (de Roberto Carlos), ficando em primeiro lugar em todas as gravadoras do país.

O disco veio ainda com dois grandes sucessos da sua carreira: "Mamãe Estou Tão Feliz" (Mamma) e "Os Verdes Campos da Minha Terra" ("Green Green Grass Of Home). Segundo o cantor, "Meu Grito" consolidou a sua carreira, que precisava de uma música própria e original, diferente das versões que recebia para gravar. O disco de 1968 veio com "Deixe-me outro dia, menos hoje" (de Roberto Carlos e Erasmo Carlos), mas esta não estourou como a primeira, obtendo apenas sucesso com "A Hora do Amor" (L'ora Dell'amore).

O LP de 1969 não teve muito destaque, trazendo apenas "Eu Vou Sair Para Buscar Você" (de Nelson Ned) como sucesso.

Em 1970 tentou carreira no mercado latino, com versões de sucessos seus, de Cauby Peixoto e Nelson Gonçalves, mas também não disparou. Lançou neste meio tempo regravações de hits de outros artistas como "These Are The Songs" (de Tim Maia). O LP "Agnaldo Timóteo Sempre Sucesso" também não foi de grande sucesso, embora estivesse como um dos mais vendidos daquele ano.

Em 1972, com o álbum "Os Brutos Também Amam", Agnaldo Timóteo mostrou que seguiria a linha dos românticos, cada vez menos falando a linguagem dos jovens. Este disco mostrou o amadurecimento musical do artista, que vinha contando seus sentimentos e desastres amorosos através de músicas inéditas. O maior sucesso foi "Os Brutos Também Amam", da dupla Roberto e Erasmo. A capa deste disco trazia um desenho seu com dois leões de fundo, fato que fez o apresentador Silvio Santos colocar o cantor para cantar ao vivo em uma jaula ao lado de um leão.

O próximo disco traria outro sucesso inédito da dupla “Frustrações”, que deu o título do seu álbum de 1973. A capa deste também foi emblemática, pois trazia o cantor no gramado de um Maracanã vazio, para demonstrar tamanha solidão. Segundo ele próprio, o estádio foi um símbolo de uma grande frustração sua – o futebol. Botafoguense de carteirinha, ele nunca foi bom no esporte. O disco trazia outros sucessos também como “Adeus Pampa Mia” e “Cedo Para Amar”, levando o cantor várias vezes no mesmo ano para receber prêmios no Programa do Chacrinha.

Década de 1970

A Galeria do Amor – 1975

Agnaldo Timóteo lançou a primeira composição própria – A Galeria do Amor. "A Galeria do Amor", segundo Nelson Motta foi uma música de grande valor na música brasileira e foi uma das grandes contribuições da música chamada Brega. O disco contou inclusive com uma canção do jornalista em parceria com Guto Graça Melo "Enigma de uma vida", além de "Quero ser seu amigo" de Benito di Paula, ambas inéditas, além da regravação de "A noiva", versão de Fred Jorge, sucesso de Cauby.

Em 1978, “Eu Pecador” foi outra mensagem de duplo-sentido deixada pelo cantor em seu disco. Entretanto, desta vez, o cantor deixou a sua outra visão sobre os romances de que tratava, afirmando que eles eram o seu “pecado”. O álbum contou com a sua primeira tentativa de incursão no grupo da MPB, a gravação de “Por Causa de Você” (de Dolores Duran e Tom Jobim).

Depois do sucesso de “A Galeria do Amor”, Agnaldo voltou ao tema da vida noturna no Rio de Janeiro. Em 1977 fez o seu disco de maior sucesso “Perdido na Noite”, com a canção de trabalho assinada por si mesmo, além de outras composições: “Aventureiros” e “O Conquistador” (esta com Wagner Montanheiro e Miguel Plopschi). O álbum teve “Tristeza Danada” (de seu irmão Majó) como segundo destaque. Provavelmente foi sua primeira tentativa de incursão para o grupo de cantores da MPB, pois neste álbum esteve presente “Olhos nos Olhos” (de Chico Buarque), sendo lançada simultaneamente por ele, pelo compositor e por Maria Bethânia.

Década de 2010

Em 2011 lançou "A Força da Mulher", álbum que reunia 14 faixas com nomes de mulher, dando voz a sucessos como Michelle, dos Beatles, Manuela, de Julio Iglesias e Mulher (Sexo Frágil) de Erasmo Carlos e dedicou o trabalho a então presidente da república Dilma Rousseff. Em 2012 concorreu ao Prêmio da Música Brasileira, na categoria melhor cantor popular pelo álbum e gravou no mesmo um DVD com mesmo nome, saindo em turnê.

Realizou participação especial no show Duas Gerações da dupla Matogrosso & Mathias gravado ao vivo em 2014, cantando o sucesso "24 horas de amor".

Em 2015 lançou o álbum (DVD + CD) Agnaldo Timóteo 50 Anos na Estrada Asfaltada (Ao Vivo), lançado em parceria da Coqueiro Verde com o Canal Brasil. O show foi gravado um ano antes no Teatro São Pedro (SP), onde o artista celebrou sua carreira cantando sucessos com participações especiais de Alcione, Angela Maria, Cauby Peixoto, Claudete Soares e Martinha. No mesmo ano participou do projeto "MPB na ABL" (comemorando a música romântica nos 450 anos da cidade do Rio) ao lado do cantor Luiz Vieira, a convite de Ricardo Cravo Albin para um bate-papo intercalado com apresentações musicais.

Escreveu o prefácio do livro "Mensagens para a Vovó" de autoria de Antonio Marcos Pires e junto com o autor participou da Bienal do Livro SP 2016 autografando este livro.

Lançou no início de 2017 o álbum "Obrigado, Cauby" em tributo ao cantor falecido no ano anterior. Agnaldo perpassa vários sucessos da carreira do ídolo, tais como "Conceição" (em dueto póstumo com o homenageado), "Bastidores" e "Ninguém é de ninguém". O cantor saiu em turnê pelo país com show homônimo. No mesmo ano foi lançado nos cinemas o documentário "Eu, Pecador", retratando a vida musical, pessoal e política do artista.

Em 2018 gravou o álbum Reverências, ao vivo no Teatro Itália (SP), em que presta tributo a ídolos e artistas do seu tempo que influenciaram sua obra como Elis Regina, Gonzaguinha e Tim Maia. No mesmo ano grava um show para o programa Todas as Bossas da TV Brasil apresentando seus recentes trabalhos e participa de álbuns coletivos em homenagem a outros artistas, tais como Luiz Vieira e Martinha, as apresentações musicais foram registradas em disco. Também participou ao lado de grandes artistas nacionais do projeto especial em homenagem ao centenário da cantora Dalva de Oliveira e saiu em turnê na companhia de Claudete Soares, Eliane Pittman e Márcio Gomes com pelo país para a divulgação do trabalho. Junto destes artistas gravou um especial em 2019 em tributo à Dalva que foi transmitido pela TV Brasil no programa Todas as Bossas.

No ano de 2019 o cantor sofreu um AVC quando se preparava para uma apresentação no interior da Bahia. O cantor ficou hospitalizado por 59 dias e ao longo do ano foi recuperando sua saúde; retornou aos palcos em dezembro do mesmo ano. Seu grande retorno se deu no programa Conversa com Bial, onde conversou sobre sua vida e carreira com o apresentador e interpretou alguns sucessos.

TRAJETÓRIA COMO POLÍTICO

Aguinaldo Timóteo Pereira nasceu em Caratinga (MG) no dia 29 de outubro de 1936, filho do funcionário público José Timóteo Pereira e de Catarina Maria Passos.

De origem humilde, estudou até o terceiro ano primário na Escola Técnica de Comércio Nossa Senhora das Graças. Torneiro mecânico, exerceu o ofício no Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), em Caratinga, no ano de 1962, e no Departamento de Estradas de Rodagem (DER), em Governador Valadares (MG). Ainda na década de 1960, após ter trabalhado como motorista da cantora Ângela Maria, iniciou carreira artística, tornando-se, também, um cantor de sucesso.

Morador no Rio de Janeiro, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e ganhou, com mais de 500 mil votos, a eleição para deputado federal em novembro de 1982. Sua estreia na tribuna da Câmara, em fevereiro de 1983, ficou foi marcada pela frase “Alô mamãe”, ao simular um telefonema para sua própria casa.

Em 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para presidente da República. Derrotada a proposição – faltaram 22 votos para que fosse elevada à apreciação do Senado – no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Timóteo, que já vinha destoando da linha oposicionista do partido pelo qual foi eleito, votou no candidato do PDS, Paulo Maluf, favorável ao regime militar.

Rompido com o líder máximo do PDT, o então governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola, e expulso do partido, ingressou no PDS, cumprindo o restante de seu mandato. Sem ter postulado a reeleição no pleito de novembro de 1986, deixou a Câmara no fim da legislatura, em janeiro de 1987, retornando à vida artística.

Voltou a disputar mandato eletivo em outubro de 1990, quando se candidatou ao governo do Rio de Janeiro, perdendo justamente para Brizola, vencedor no primeiro turno.

Em abril de 1993 transferiu-se para o Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC). Um ano depois foi acusado pelo Ministério Público de ter recebido doações do jogo do bicho para sua campanha eleitoral. Na ocasião, foi divulgada uma lista de propinas apreendida na residência do contraventor Castor de Andrade e da qual constava o seu nome. Sem negar o fato, declarou que o bicheiro era o seu “pai branco” e se apresentou como vítima de discriminação racial.

O inquérito acabou arquivado. Em outubro de 1994 candidatou-se novamente a deputado federal, obtendo votação inexpressiva. Diante da suspeita de fraude, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) impugnou as eleições e convocou novo pleito. Em 15 de novembro do mesmo ano, seu desempenho nas urnas foi melhor, suficiente para conquistar a primeira suplência, o que lhe permitiu chegar à Câmara em maio de 1995.

Substituindo o deputado Amaral Neto licenciado por motivos de saúde, Timóteo atuou como titular nas comissões de Defesa do Consumidor, de Meio Ambiente e das Minorias, e junto à comissão especial criada para analisar a proposta de abertura de cassinos no país. Adversário dos partidos de esquerda, ainda no início da legislatura chamou o presidente  do  Partido  dos  Trabalhadores (PT), Luís Inácio Lula da Silva, também torneiro mecânico, de “incompetente”, por este ter perdido um dos dedos num acidente de trabalho quando ainda exercia a profissão.

Em agosto de 1995 filiou-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), surgido da fusão do PPR com o Partido Progressista (PP). Em outubro, com a morte de Amaral Neto, foi efetivado na Câmara. Ainda neste ano, esteve ausente da sessão que aprovou o fim do monopólio dos governos estaduais na distribuição do gás canalizado, mas apoiou a quebra do monopólio nas telecomunicações e na exploração de petróleo. Também votou a favor da abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras; da revisão do conceito de empresa nacional; e da prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), antigo Fundo Social de Emergência (FSE), que permitiria ao governo gastar até 20% dos recursos vinculados à saúde e à educação.

Em 1996 votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), sucessora do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte de recursos suplementares destinados à saúde. Em julho tornou-se membro das comissões de Viação e Transportes e de Direitos Humanos.

Em outubro de 1997, concorreu a uma cadeira na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, pela legenda do PPB, alcançando a maior votação do partido. Renunciando ao mandato federal, assumiu a cadeira de vereador em janeiro de 1997. Foi substituído na Câmara dos Deputados pelo suplente Osmar Leitão.

Tentou a reeleição no pleito municipal de 2000, mas não obteve êxito, deixando a Câmara dos Vereadores em Janeiro de 2001. Em seguida, transferiu-se para São Paulo, e retomou a carreira política ao candidatar-se para vereador em 2004, pelo Partido Progressista (PP), legenda oriunda da refundação do PPB em 2003.

Iniciou mandato na Câmara Municipal de São Paulo em Janeiro de 2005. No ano seguinte, migrou para o Partido Liberal (PL), em Julho. Seis meses depois, o partido anunciou a fusão com o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA), originando o Partido da República (PR).

Foi reeleito em 2008 para novo mandato como vereador paulistano, cargo do qual licenciou-se em 2010 para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de Outubro. Porém, obteve apenas uma suplência.

De volta à Câmara Municipal de São Paulo, teve atuação destacada na chamada Comissão da Verdade, criada em Abril de 2012 naquela casa para investigar violações de direitos humanos no período do Regime Militar. Posicionou-se contrário à sua criação, mas mesmo crítico, a integrou até Agosto.

Em Julho daquele ano, seu nome esteve entre os 17 acusados de fraudar o painel eletrônico que registrava a presença dos vereadores. Defendeu-se alegando que precisou se ausentar temporariamente, mas esteve presente nas sessões em questão. O caso não foi esclarecido.

Foi Candidato à reeleição em Outubro de 2012, mas não obteve votação suficiente. Declarou ter se decepcionado com o resultado e que deixaria a atividade política para voltar a se dedicar à música.

Com o fim do mandato, deixou a Câmara dos Vereadores e, em seguida, o PR, ficando sem partido.

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