
Nesta parte da travessia, conhecemos Dedé — o gari que se tornou herói.
Na madrugada da tragédia, ele salvou a mãe com um gesto de amor maior que o medo.
Seu nome ficou para sempre gravado não só na passarela que leva sua memória, mas no coração da cidade.
Leia abaixo.
Dedé era gari. Era músico. Era pai, marido, amigo.
Na cidade, todos o conheciam pelo sorriso fácil e o coração bom. No bairro Poção, ele era alegria nas calçadas e cuidado dentro de casa.
Na madrugada da tragédia, quando a terra começou a descer, Dedé viu a casa ceder. Não hesitou: empurrou a mãe para fora. Salvou a vida dela com as próprias mãos — e ficou. Ficou como quem protege. Como quem ama até o último segundo.
Foi o primeiro a ser sepultado. E o cortejo, mesmo silencioso pela pandemia, foi cheio de aplausos, preces e lágrimas. A esposa e o filho adolescente se despediram de um herói. A cidade inteira também.
Hoje, a passarela sobre o rio leva seu nome. Não apenas para lembrar quem foi Dedé — mas para que ninguém esqueça o que ele fez.
Amanhã, mais um pedaço dessa memória viva.