
A cidade voltou, mas nem tudo voltou com ela. Este capítulo fala do silêncio que grita por dentro, do trauma que insiste em permanecer, e da memória que pulsa mesmo depois que as sirenes se calaram.
Alguns sobreviveram… mas parte deles ficou soterrada naquela madrugada.
A cidade voltou a funcionar. As aulas recomeçaram. O comércio abriu. Os carros voltaram a circular. Mas o barulho da lama continua dentro de muitos.
Alguns ainda acordam à noite achando ouvir gritos. Outros evitam a rua da tragédia, como se andar por ela fosse profanar os nomes que ali repousam.
O trauma é um visitante que não se despede. E mesmo os que sobreviveram, muitas vezes, deixaram algo de si soterrado naquele fevereiro.
A travessia continua. Amanhã, mais um capítulo.