
A morte de José Rosa Filho, de 82 anos, reacendeu o debate sobre imprudência no trânsito e reforçou o apelo da família por uma resposta firme das autoridades. O aposentado morreu no último sábado, 18/07, após permanecer seis dias internado em decorrência dos ferimentos sofridos em um atropelamento registrado no dia 12/07, na Avenida Constantino Pinto, no Centro de Muriaé - MG.
De acordo com as informações apuradas, José Rosa Filho atravessava a via pela faixa de pedestres quando foi atingido por uma motocicleta. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital São Paulo, onde permaneceu internado, mas não resistiu aos graves ferimentos.
Em relato emocionado, o genro da vítima, Kennedy Tarden, afirmou que o idoso sofreu múltiplas lesões, incluindo fraturas na perna e no crânio. Segundo ele, José Rosa Filho era um homem dedicado à família e havia saído de casa para comprar pó de café quando ocorreu o atropelamento.
Conforme o boletim de ocorrência da Polícia Militar, registrado inicialmente como direção perigosa de veículo, o motociclista, de 22 anos, teria trafegado em alta velocidade, teria empinado a motocicleta e teria avançado o sinal vermelho antes da colisão. Ainda segundo a PM, o condutor teria tentado deixar o local, mas foi contido por populares até a chegada dos militares. A motocicleta foi apreendida por estar sem o devido licenciamento.
Após a morte do aposentado, familiares voltaram a cobrar justiça e questionaram a liberação do condutor após os procedimentos iniciais. A cobrança reflete o sentimento de quem viu um ente querido perder a vida em circunstâncias que agora serão analisadas pelas autoridades competentes.
Em nota, a Polícia Civil informou que o motociclista foi ouvido e liberado por ausência de elementos suficientes para a prisão em flagrante. A instituição esclareceu que o caso permanece sob investigação na Delegacia de Muriaé e ressaltou que somente ao término do inquérito policial será possível definir a tipificação jurídica dos fatos, com base nas provas produzidas durante a investigação.
A morte de José Rosa Filho amplia a responsabilidade das autoridades em esclarecer todos os detalhes do caso. A apuração técnica deverá determinar a dinâmica do atropelamento, a eventual existência de infrações penais e as responsabilidades cabíveis, sempre respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
Enquanto a investigação prossegue, a família aguarda que todas as circunstâncias sejam rigorosamente esclarecidas e que eventual responsabilização ocorra na forma da lei, preservando o direito à verdade, à Justiça e à memória da vítima.
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