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Operação Catarse: Ex-presidente da Câmara de Muriaé é Alvo de Investigação por Lavagem de Dinheiro

MPMG Deflagra Sexta Fase da Operação com Cumprimento de Mandados e Apreensão de Bens

10/07/2024 às 19h37
Por: Helton Santos
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Foto divulgação MPMG
Foto divulgação MPMG

 O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Zona da Mata, em Muriaé nesta manhã de quarta-feira, 10 de julho em conjunto com a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Muriaé e com as Polícias Militar e Civil de Minas Gerais, deflagrou a sexta fase da operação Catarse. A ação tem como objetivo investigar uma associação criminosa liderada por um ex-presidente da Câmara Municipal de Muriaé, destinada ao cometimento de crimes de lavagem de dinheiro.

Segundo as investigações, o ex-parlamentar é suspeito de movimentar grandes quantias de dinheiro através de contas bancárias de familiares. Até o momento, já foram apurados quase 800 crimes contra a Administração Pública, incluindo concussão, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, peculato e associação criminosa. O ex-vereador, que já ocupou a presidência da Câmara Municipal de Muriaé, é acusado de ocultar e dissimular a propriedade de veículos, empresas, imóveis, máquinas, gado e dinheiro, frequentemente utilizando contas bancárias de familiares para essas movimentações financeiras.

Nesta fase da operação, estão sendo cumpridos três mandados judiciais no município de Muriaé, com a participação de promotores de Justiça, servidores do MPMG, policiais militares e civis. Segundo o promotor de Justiça Breno Costa da Silva Coelho, coordenador do Gaeco, a operação Catarse, iniciada em novembro de 2021, já possibilitou o cumprimento de 62 mandados de busca e apreensão, inclusive contra cinco vereadores em exercício, três ex-vereadores, seis postos de gasolina, três construtoras e 14 empresários. Além disso, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, dois de afastamento de cargos públicos e dez mandados cautelares de proibição de contratação com a Administração Pública.

Até o momento, a operação resultou na apreensão e bloqueio dos seguintes bens:

  • Três imóveis situados em Muriaé
  • R$ 310.550,96 em cheques apreendidos
  • R$ 77.228,30 em dinheiro apreendido
  • R$ 34.481,92 bloqueados judicialmente
  • Três caminhões
  • Duas escavadeiras
  • Uma carregadeira
  • Duas caminhonetes
  • Um ônibus
  • Sete carros
  • Três reboques
  • Uma moto

Impacto na Administração Pública

O promotor Breno Costa da Silva Coelho destacou a importância da operação para a proteção do patrimônio público e o combate à corrupção. "A operação Catarse tem sido fundamental para desarticular esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro que lesam os cofres públicos e comprometem a confiança da população nas instituições. Continuaremos trabalhando para garantir que todos os envolvidos sejam responsabilizados", afirmou.

A operação Catarse segue em andamento, e novas fases poderão ser desencadeadas conforme o avanço das investigações.

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